Então é natal! É tempo de comemoração, para os adeptos do cristianismo esta é a data do nascimento de Jesus de Nazaré, a mais importante para os cristãos. Pelo menos em tese seria, pois muitos não se lembram disso. Eu ainda ouso dizer que alguns, sobretudo de gerações mais novas, nem sabem deste “mero detalhe”.
O verdadeiro espírito de natal está cada vez mais em desuso, no lugar das orações, pedidos de presentes. A figura do Papai Noel, o popular “bom velhinho”, é sem dúvida, uma das mais conhecidas do imaginário infantil. Mas este velhinho realmente é tão bom assim? Sim, ele é bom, pois dá presente a todas as crianças, ou melhor, quase todas. Esta figura tão simpática que nos é apresentada desde a infância é uma mera criação do capitalismo. Penso que seria mais conveniente que no lugar de presentes, fôssemos acostumados com um Papai Noel que nos trouxesse compreensão, fraternidade, sinceridade e outros valores vitais, tornando a convivência entre os seres mais harmônica.
As famílias se reúnem à mesa, castiçais, amigo oculto, beijinhos, abraços, é uma festa só. Eu então penso com meus botões e me pergunto, por que isso só acontece numa noite de Natal? Por que este clima fraterno é tão raro, quando deveria ser a regra? Ainda temos aquelas pessoas que estão à margem da sociedade, que nunca se sentaram em volta de uma mesa e jogaram conversa fora ou sequer ganharam um simples presente. Presente? Que nada! Para eles bastaria só que fossem respeitados e que não fossem tratados como “invisíveis” aos olhos de nós, já pensou nisso? Seria para eles o maior dos presentes.
Por fim, não posso ser aqui hipócrita e dizer que não precisamos de bens matérias, é claro que precisamos! Contudo, não podemos deixar o “ter” se sobressair sobre o “ser” dentro de nós, se “sermos” mais do que “termos”, certamente tornará nosso mundo mais humano. É lamentável que sejamos vítimas deste materialismo que nos corrói desde a infância, é uma questão cultural.
Procuro sempre frisar que não sou o do dono da verdade e nem pretendo ser, porém, podemos sim contribuir com os que virão, semeando princípios e valores cristãos, deixando de priorizar bens matérias, tornando-os apenas acessórios. Outro dia lendo um artigo, o autor citava o filósofo Sócrates, a passagem dizia que o pensador gostava de andava pelo centro comercial de Atenas e quando os vendedores lhe ofereciam algo, Sócrates com grande sabedoria lhes dizia, “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz”.
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